No século XIX, um homem chamado Belchior abriu no Rio de Janeiro uma lojinha chamada ‘Casa de Belchior’ que vendia peças e objetos usados, de segunda mão mesmo.
A danada da loja fez tanto sucesso na época, (o homem foi citado até em um conto de Machado de Assis, minha gente!) “sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de uma loja de belchior. A loja era escura, atulhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio”... que todo mundo passou a conhecer o Belchior por lá.

Mas aí como muita gente tinha dificuldade em pronunciar o nome do vendedor foram adaptando e deformando o nome do pobre do homem. E se a gente conseguiu transformar o Vossa Mercê em vosmercê > vasmicê > vance e finalmente você (no internetês vc), não fica dificil imaginar que com o tempo, belchior virou brechó né? E foi assim, que os brechós surgiram aqui no Brasil.Paralelo a isso, lá pela França, especificamente em Saint-Ouen (subúrbio de Paris) já acontecia uma “feira” onde vários vendedores compravam e vendiam diversos produtos ao ar livre. Como o lugar ficou conhecido por sua falta de higiene e por vender roupas muitas vezes infestadas de pulgas foi batizado de “Mercado das Pulgas”. Hoje em dia foram-se as pulgas, mas o lugar ainda existe e é um dos pontos turísticos mais visitados da França, com vários brechós suuuper legais onde turistas de todo o mundo, vão garimpar peças que vão de vestimenta a decoração.
Fonte:XiqueBlog